Max Russi cobra esclarecimentos sobre aplicação do Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza

Requerimento solicita informações mais detalhadas e números de arrecadação

Por Redação 28/02/2019 - 19:30 hs

A aplicação dos recursos do Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Fecoep) voltou a ser discutida pelo primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB).  Um requerimento solicitando informações mais detalhadas, assim como números de arrecadação, foi apresentado pelo parlamentar na  sessão vespertina dessa quarta-feira (27).

Um dos principais questionamentos de Russi é quanto à redução dos valores repassados a famílias beneficiadas pelo Pró-Família. "São recursos que não podem ser gastos com folha de pagamento. Então tem que ser gasto realmente para diminuir a extrema pobreza no estado de Mato Grosso", argumentou.

No documento, Max questiona ainda detalhes de ações que estejam em curso, por meio do Fecoep . "Eu quero ter acesso, até para a gente não tenha uma má interpretação e quero que esse levantamento seja feito", cobrou.

Outra informação repassada ao deputado foi a respeito de uma auditoria que estaria sendo realizada no programa de combate à vulnerabilidade social, pela Controladoria-Geral do Estado (CGE), o que teria resultado em medidas mais duras por parte do Executivo estadual, como o corte de 50% no valor repassado a beneficiados. "A CGE está fazendo uma auditoria que eu acho louvável", classificou.

O parlamentar reforçou uma atuação efetiva nas cobranças para a manutenção e melhoria do Pró-Família. Max Russi foi gestor da Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setas-MT) e responsável pela implantação desse programa, que já beneficiou mais de 23 mil famílias em situação de pobreza em todo o território mato-grossense.

"Eu vou trabalhar muito nessa Casa de Leis para que esse programa possa continuar, possa ser melhorado. Eu acho que pode melhorar muito, avançar muito. Temos mais de 100 mil famílias abaixo da linha da pobreza no estado e nós precisamos diminuir a desigualdade social ", assegurou.