Empresário do setor de combustíveis será o primeiro a depor na ​​​​​​​CPI da Renúncia e Sonegação Fiscal

CPI aprovou convocação de três depoentes. Aldo Locatteli, Daniel Latorraca e Fábio Fernandes Pimenta irão esclarecer cobranças de impostos de setores produtivos que atuam em Mato Grosso.

Por Redação 03/04/2019 - 10:11 hs

Por unanimidade, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa instaurada para investigar a suspeita de sonegação de impostos e renúncia fiscal em Mato Grosso aprovou a convocação do empresário do setor de combustíveis, Aldo Locattelli,  para prestar depoimentos.

A data previamente marcada para o depoimento é o dia 23 de abril, às 9 horas. Também foram aprovados requerimentos convocando o secretário-adjunto da Receita Pública de Mato Grosso, Fábio Fernandes Pimenta, e o superintendente do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), Daniel Latorraca. A aprovação dos requerimentos se deu na tarde desta terça-feira (2).

A Associação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Lubrificantes, Logística e Conveniência, sediada no Rio de Janeiro, também será acionada para encaminhar um dos seus representantes para prestar depoimentos no Legislativo. As oitivas estão programadas para os dias 16 de abril e 7 de maio e 28 de maio, respectivamente.

O presidente da CPI, deputado estadual Wilson Santos (PSDB), deixou claro que a convocação não significa uma pré-condenação e tampouco acusação contra alguém. Trata apenas de agentes com conhecimentos dos seus respectivos setores que podem, com muita qualidade e conhecimento de causa, contribuir para subsidiar as investigações com informações sólidas.

“A convocação se deve a importância e conhecimento que cada um tem nos seus respectivos setores. A CPI está em sua fase inicial e precisa nortear seus trabalhos com dados consistentes, para que possamos aperfeiçoar a arrecadação de impostos e o Estado reverter esse potencial em serviços de melhor qualidade aos cidadãos de Mato Grosso”, disse.

A respeito do volume de dinheiro sonegado em Mato Grosso, o deputado estadual Wilson Santos afirma que dispõe de informações preliminares de que um amplo trabalho de investigação poderá contribuir significativamente para a receita pública do estado. 

“Só o setor de combustíveis geraria um prejuízo de R$ 300 milhões. O setor de mineração também precisa ser investigado. Só em Poconé foram extraídas 3 mil toneladas de ouro e diamante, sem nenhuma contribuição satisfatória aos cofres públicos do município e do estado”, pontuou.

A CPI da Sonegação e Renúncia Fiscal é composta ainda pelos deputados estaduais Carlos Avallone (PSDB),vice-presidente; Ondanir Bortolini, o Nininho (PSD), relator; Janaina Riva (MDB) e Max Russi (PSD), estes dois últimos na condição de membros.