Polícia Civil responsabilizará criminalmente envolvidos em ameaças a escolas

Todo infrator e seus pais serão responsabilizados criminalmente pelas disseminações das promessas de ataques nas unidades de ensino, inclusive vão pagar pelos prejuízos financeiros.

Por Redação 15/04/2019 - 15:19 hs

A Polícia Judiciária Civil adotará medidas enérgicas em casos de ameaças em redes sociais a escolas no Estado de Mato Grosso. Todo infrator ou infratores e seus pais serão responsabilizados criminalmente pelas disseminações das promessas de ataques nas unidades de ensino, em qualquer município.

Também haverá cobrança de valores financeiros referentes aos prejuízos gerados pela mobilização das forças de segurança para a apuração de fatos, que até então, foram todos averiguados como inverídicos e tratados pelos envolvidos como “brincadeira de mau gosto”. No entanto, para a Segurança Pública, são vistos como atos de ameaças e de apologia ao crime, passíveis de responsabilização criminal.

Os monitoramentos são realizados constantemente pela Gerência de Combate a Crimes de Alta Tecnologia (Gecat) e a Gerência de Operações de Inteligência (GIP), ambas ligadas à Diretoria de Inteligência, visando à identificação dos membros dos grupos em que se veiculam promessas de ataque em escola. O trabalho conta com apoio das delegacias de polícia dos locais onde há denúncias.

As notícias de atentados em escolas tomaram maior proporção após a tragédia na escola Raul Brasil, em Suzano (SP),  em 13 de março deste ano. Em Mato Grosso, jovens encorajados pelas redes sociais passaram a espalhar mensagens de violência (áudios e texto) e ainda postagens com armas de fogo, mesmo que supostamente sem poder letal ou de brinquedos.

Na noite de domingo (15), as forças de segurança foram acionadas após imagens serem espalhadas em grupos de Whatsapp sobre um adolescente de 15 anos que postou em seu Instagram fotos segurando uma arma de fogo (modelo airsoft), com legenda que insinuava como alvo um colégio particular, situado no bairro Centro Sul de Cuiabá. O fato levou vários alunos e pais do colégio tradicional a acreditarem em um possível atentado.

Um procedimento foi instaurado na Delegacia Especializada do Adolescente (DEA), para apurar o ato infracional cometido pelo adolescente, análogo ao crime de ameaça. O menor, o pai e a mãe serão ouvidos na unidade policial. O adolescente será responsabilizado pelo ato infracional.

“A população, ao tomar conhecimento desses tipos de fatos, precisa procurar antes de tudo a polícia. Todas as denúncias estão sendo checadas e monitoradas pela Polícia Civil, a partir da Delegacia do Adolescente, junto com a Diretoria de Inteligência, com objetivo de evitar atos trágicos”, destacou a delegada titular da DEA, Anaíde Barros.

O diretor metropolitano da PJC, Douglas Turíbio, reforçou as providências no âmbito da Delegacia e outras medidas que serão tomadas em nível da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp). “No sentido de levantarmos as despesas para ressarcimento do Estado”, disse o diretor.