Agronegócio pode se unir para lançar candidato ao Senado

17/04/2019 - 11:13 hs

Gazeta Digital- Thalyta Amaral e Pablo Rodrigo


Nas últimas eleições, dos 11 candidatos ao Senado Federal, 3 eram representantes do agronegócio, o que foi criticado inclusive pelo setor. Com os votos divididos, Carlos Fávaro (PSD), Nilson Leitão (PSDB) e Adilton Sachetti (PRB) até tiveram votação expressiva, mas não conseguiram eleger nenhum representante do setor produtivo. A expectativa de Fávaro é que se cassação de Selma Arruda for confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o agro se uma para lançar uma chapa forte na nova disputa.

Fávaro foi o terceiro colocado na disputa e teve 434 mil votos, Sachetti teve mais de 333 mil votos e Leitão ultrapassou os 330 mil votos. No caso de uma união, o agronegócio tem fortes chances de eleger um representante para a vaga no Senado.

“A política é a arte de agregar e somar forças. Na eleição de 2018, com a saída do ministro Blairo Maggi (PP), se abriu um universo de possibilidades, ou de achar a possibilidade de novos nomes para o senado”, relembra Fávaro. Apesar da saída de Maggi não houve consenso no setor e ao todo foram 11 concorrentes às duas vagas como senador.

Tendo esse cenário anterior em vista, o presidente do PSD em Mato Grosso avalia que a mudança de estratégia pode ser boa para todos. “E o resultado de 2018, volta a convergir, mostra que não pode ter desunião de quem tem as mesmas ideias e posicionamentos. Então tem que compor a mesma chapa e sair vencedor”.

As articulações em torno de uma convergência já teriam começado, porém, Fávaro ainda não cita nomes ou parcerias fechadas. “Vamos precisar de reforço e eu vou trabalhar isso na hora certa, com os companheiros certos, já tenho sinalizações nessa perspectiva, agora é esperar e se preparar”.

Mesmo sendo apontado como um grande nome do agro, Fávaro enfatiza que é mais que isso. “O agronegócio tem suas pautas, é um setor importante da economia mato-grossense. Eu não fui o candidato de um único setor. E não quero ser se tiver novas eleições. Eu quero representar todos os mato-grossenses”.