Santa Casa de Cuiabá passa a ser hospital estadual

03/05/2019 - 10:06 hs

Gazeta Digital- Thalyta Amaral


Apesar do uso do prédio, dos equipamentos e até do trabalho dos funcionários, a Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, não será mais a Santa Casa, nem mesmo no nome. Provisoriamente a Santa Casa passará a se chamar unidade hospitalar estadual de alta complexidade, mas, em breve, deve ter um novo nome. Na prática, a requisição administrativa implantada pelo Estado irá “alugar” o espaço e usar para um hospital regional.

“É uma unidade hospitalar estadual, porque nós não estaremos operando com aquele CNPJ e um CNPJ é atrelado a um nome, então estamos chamando de unidade hospitalar estadual de alta complexidade”, afirmou o governador Mauro Mendes (DEM).

Fechada há mais de 50 dias, a Santa Casa não foi consultada sobre a decisão do Estado em assumir a administração e só recebeu a notificação após o comunicado do governador à imprensa sobre as medidas que serão tomadas.

“Apresentamos no Ministério da Saúde, que aprovou, aos atores, órgãos de controle, Assembleia, todos elogiaram, concordaram que pareceu não a única, mas a melhor alternativa. Em 10 dias, a Secretaria de Estado de Infraestrutura, que tem técnicos para isso, vai fazer esta avaliação e vai apresentar o valor [da indenização]”, explicou Mendes.

Essa indenização é o valor que será pago para a utilização do espaço. À Sociedade Beneficente Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá caberá receber o recurso e administrar o pagamento da dívida, mas não existirá nenhuma relação com o trabalho que será feito a partir de agora pelo governo. Com essas mudanças, também não foi informado se as doações feitas para a Sociedade Beneficente, para auxiliar no custeio, serão recebidas pelo Estado.

Quem assume a gestão do hospital é o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, que deve nomear a nova equipe. O método de estruturação da unidade será divulgado através de um decreto, que deve ser publicado em até 30 dias.

A posse do Estado, que foi oficializada pelo decreto 102/2019, não tem período definido e há a possibilidade de que dure anos, período em que a Sociedade Beneficente não poderá interferir nas decisões. “O que faremos daqui um ano, 2 anos, 3 anos, nós teremos longos tempos para poder implementar as ações, medidas e decidir isso depois”, enfatizou Mendes.