Ex-secretário confessa esquema de desvio de recursos na Saúde

Juíza determina soltura do ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Huark Douglas, Fábio Liberali Weissheimer e Luciano Correia Ribeiro

04/05/2019 - 10:30 hs

G1/MT

Conforme decisão da juíza Ana Cristina Silva Mendes, proferida nessa sexta-feira (3), o ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Huark Douglas Correiam, confessou envolvimento em um esquema de desvio de recursos da secretaria, em processos de licitação do Hospital São Benedito. Fábio Liberali Weissheimer e Luciano Correia Ribeiro também foram beneficiados com a decisão.

Ainda segundo a decisão, Huark se comprometeu a colaborar com as investigações. Com isso, a juíza decidiu pela soltura dele e de outros dois médicos presos junto com o ex-secretário. Entretanto, até a publicação desta reportagem, Huark não havia deixado a detenção.

"As empresas participantes eram todas de propriedades dos embargados e no curso da execução do respectivo contrato houve pagamento mensal de vantagem indevida a agentes públicos ", diz trecho da decisão.

Os investigados terão que cumprir medidas cautelares, como não se ausentar de Cuiabá, terem o passaporte retido, não comunicarem entre si, nem com outros agentes públicos, não frequentar órgãos da administração pública, comparecer a todos os atos do processo e uso de equipamento de monitoração eletrônica.

O ex-secretário estava preso desde o dia 30 de março. Ele e outras seis pessoas foram detidas durante a segunda fase da Operação Sangria, que apura fraudes em licitação, organização criminosa e corrupção ativa e passiva, referente a condutas ilícitas praticadas por médicos, funcionários públicos e outros, por meio de contratos vinculados às secretarias estadual e municipal de Saúde com as empresas usadas pela organização.

Segundo a apuração, a organização mantinha influência dentro da administração pública, no sentido de desclassificar concorrentes, para que ao final, apenas empresas pertencentes a eles (Proclin/Qualycare) pudessem atuar livremente no mercado.

O caso é conduzido pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz).