Empresário se diz perseguido por Taques durante obras da Copa

09/09/2019 - 13:37 hs

Gazeta Digital-


Dono da construtora Engeglobal, Robério Garcia afirmou nesta segunda-feira (9) que o atraso das obras da Copa do Mundo de 2014 se deve por perseguição política. Pai do suplente de senador Fabio Garcia (DEM), o empresário considera que o ex-governador Pedro Taques (PSDB) dificultou o andamento das obras, sob responsabilidade de sua empresa, como uma forma de atingir seu filho.

Durante vistoria da obra do Centro Oficial de Treinamento (COT) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) pela manhã, Robério explica que os projetos já eram cercados de indefinições e problemas, apenas com estudos preliminares.

“No caso de Mato Grosso, tinham outros problemas também que afetaram todas as obras da Copa, não só as minhas. Quando tinha orçamento, não tinha projeto. Quando tinha projeto e orçamento, não tinha dinheiro. Então foi uma confusão total com todas as obras, por isso esse insucesso”, diz, citando como exemplo o Veículo Leve sob Trilhos (VLT).

Apesar da dificuldade, ele relata que buscou entregar o COT UFMT nas mínimas condições para que seleções – Coréia do Norte e Japão - pudessem treinar para os jogos. Entretanto, passado o evento, o governador Silval Barbosa assinou um decreto para paralisar as obras, sendo que Pedro Taques, na gestão seguinte, também reeditou o decreto.

“Ficaram paralisadas sem acesso de ninguém, inclusive do consórcio vencedor. Houve uma deterioração destes empreendimentos. Durante o governo Pedro Taques, esta obra tinha problema de pista importada, a universidade comprou o material da pista, nós continuamos a obra, com recursos nossos”, disse.

Ele entende que as obras não tiveram andamento por uma perseguição política do então governador Pedro Taques. Além de ser pai de Fabio, ele tinha conexões políticas, e Mauro Mendes faz parte do mesmo grupo político que seu filho. “Houve um problema politico (...) e houve uma confusão no governo passado. ‘Vamo pegar o Bérinho’”.

“É evidente (a perseguição). Eu fiquei quatro anos sem receber nenhum tostão e todo dia era multa, e notinha no jornal ‘pai do Fábio não termina as obras da copa’”, afirma. “Mudou o governo, eu continuo o mesmo, minha empresa continua a mesma, o que mudou foi o governo. O governo agora é sério, o Mauro governa com responsabilidade e seriedade, e o secretário Marcelo não mente, ao contrário do outro secretário”, criticou.