Fórum Sindical quer comissão em defesa do servidor público na Assembleia

Por Redação 07/01/2019 - 19:55 hs

Gazeta Digital- Celly Silva


Após reunião com 8 parlamentares do atual e do próximo mandato da Assembleia Legislativa, o Fórum Sindical apresentou propostas que devem ser levadas pelos deputados Janaina Riva (MDB), Valdir Barranco (PT) e Max Russi (PSB) e com os deputados diplomados Lúdio Cabral (PT), Ulysses Moraes (DC), João Batista do Sindspen (Pros), Dr João (MDB) e Elizeu Nascimento (DC) para os demais parlamentares, com o objetivo de fortalecer as pautas dos servidores públicos estaduais.

Dentre as sugestões feitas pelos sindicalistas está a criação de uma comissão parlamentar em defesa do serviço público, na qual haveria representação da categoria.

Conforme o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde do Estado (Sisma/MT), Oscarlino Alves, os deputados se comprometeram em se articular junto aos demais para que os projetos que afetam a vida do servidor sejam discutidos de forma ampla, antes de entrarem na pauta de votação do Legislativo. 

“Com relação à vida funcional e direito dos servidores eles não estão envidando nenhum esforço pra nos apoiar, no sentido de nos apoiar mais amplamente. Alguns deles até se posicionaram em votar contra projetos que ataquem direitos dos servidores públicos”, criticou Oscarlino, afirmando que alguns dos parlamentares presentes na reunião se manifestaram favoráveis a planos já anunciados pelo governador Mauro Mendes (DEM), como a exoneração de servidores comissionados, como forma de enxugamento da máquina pública. 

Segundo o sindicalista, que estará presente na reunião entre Fórum Sindical e governo, logo mais a noite, a reunião com os parlamentares serviu como uma “conversa de aproximação” e adiantou que os parlamentares não mais participarão do encontro com Mauro Mendes.

Oscarlino afirma que a ideia agora é ouvir as explicações que o chefe do Executivo tem para o pagamento atrasado dos salários de dezembro e do 13º. “Temos que levar pra nossas bases pra evitar essa tensão na corda que está sendo esticada pelo governo nesse instante. A gente quer distensionar essa corda e verificar, inclusive, se há possibilidade do governo rever a posição dele. É uma discussão madura que a gente quer ter frente ao governo que está se instalando agora”, afirmou em tom moderado.